Caro/a Subscritor/a:
Escrevemos-lhe porque está entre as mais de cinco centenas de pessoas que já subscreveram o documento MOVIMENTO PELA IGUALDADE no acesso ao casamento civil.
A sessão de apresentação pública deste documento e respectiva lista de subscritoras/es está marcada para Domingo, dia 31 de Maio, às 16h, no cinema São Jorge, em Lisboa contando com a intervenção de Daniel Sampaio, Isabel Mayer Moreira e Ana Zanatti entre outros.
Esta iniciativa será seguida do primeiro encontro do MPI, para discussão de ideias e projectos que ajudem a concretizar este objectivo comum.
Contamos com a sua presença, pois ela é indispensável, na luta pela igualdade e pela liberdade em Portugal.
Pedimos, se possível, confirmação para. (mpi.igualdade@gmail.com)
Com os melhores cumprimentos
GRUPO DINAMIZADOR DO MpI
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Car@s subscritores/as,
Como indica o documento subscrito, a nossa exigência é pela igualdade plena no acesso ao casamento civil. Mas sabemos que, quer do ponto de vista jornalístico, quer do ponto de vista da disputa política, o assunto comporta armadilhas que os nossos adversários vão explorar. Ele levanta questões que devemos estar preparados para responder ou para evitar, consoante as circunstâncias. Gostaríamos de partilhar com tod@s esta nossa preocupação relativamente a três assuntos e sugerir três tácticas:
1) O que queremos e a nossa democracia necessita é de igualdade plena no acesso ao casamento civil - para casais do mesmo sexo e para casais de sexo diferente. Soluções alternativas, como a união civil registada ou semelhantes (o casamento “mas com outro nome”), constituem formas de secundarização dos casais do mesmo sexo e de todos os gays e todas as lésbicas. A cidadania de segunda é inadmissível, como o são instituições específicas para gays e lésbicas. Não se trata só de garantir direitos específicos iguais, trata-se de obter o pleno reconhecimento. A igualdade plena, que é também simbólica, só se garante com a mesma figura e com o mesmo nome.
2) A adopção por parte de casais do mesmo sexo é apenas uma parte da questão mais vasta da parentalidade (que inclui o reconhecimento das famílias já existentes, a reprodução medicamente assistida, entre outras) e é, portanto, um assunto que vai mais além da questão específica da igualdade de acesso ao casamento civil. A concentração na questão da adopção visa minar demagogicamente o debate sobre a igualdade, usando de forma manipuladora as crianças como armas de arremesso neste debate. Casamento não implica parentalidade e parentalidade não implica casamento – quer para heterossexuais, quer para homossexuais.
3) Tratando-se de uma questão de direitos civis, ela deve ser decidida pelo Parlamento e nunca através de um referendo. Os direitos de uma minoria, para mais historicamente perseguida e ainda hoje vítima de homofobia, não podem estar sujeitos a uma “ditadura da maioria”.
Espero que compreendam a necessidade que sentimos em partilhar esta nossa preocupação,

